Quando Molly Seidel cruzou a linha de chegada nas Olimpíadas de Tóquio e ganhou a medalha de bronze, ela garantiu seu lugar na história da maratona. Mas por trás desse momento de triunfo, vieram anos de luta: desde distúrbios alimentares e lesões até redescobrir sua paixão por correr do jeito que ela queria.
“Não sei se chamaria isso de destino”, Molly ri, “mas correr sempre foi o meu lugar feliz — a minha maneira de entender o mundo”.
Neste episódio do podcast The Runna, o apresentador Ben conversa com Molly para explorar os altos, baixos e mudanças de mentalidade que a transformaram de prodígio do ensino médio em medalhista olímpica, e por que ela agora está voltando sua atenção para as ultramaratonas de trilha.
O que você vai aprender neste episódio
Se você está buscando um novo recorde pessoal ou tentando reacender seu amor pela corrida, a história de Molly oferece lições sobre perspectiva, paciência e resiliência mental.
A mentalidade de crescimento que transformou os primeiros contratempos em força
Como ela equilibra ambição e autocuidado depois de anos de lesões
Por dentro da sua corrida pela medalha de bronze nas Olimpíadas de Tóquio e o que isso lhe ensinou sobre acreditar
O que ela aprendeu depois de largar os estudos em Nova Iorque
Por que ela está trocando as maratonas pelas ultramaratonas em trilhas
Como separar sua paixão da sua profissão e redescobrir a alegria no esporte
Ouça o episódio completo de “ ” ( ) para saber o que a Molly pensa sobre fracasso, pressão e como ela encontrou liberdade ao voltar a correr.
Os primeiros passos de Molly Seidel na corrida
A jornada de Molly começou simplesmente quando ela tinha dez anos e tentava acompanhar o pai numa corrida pela floresta de Wisconsin.
“Foi a primeira vez que me senti realmente boa em alguma coisa”, ela lembra. “Correr virou meu refúgio.” No ensino médio, essa faísca se transformou em um incêndio.
Ela mandou bem nas competições locais, ganhou vários títulos estaduais e acabou sendo campeã nacional de cross-country.
“Essa confiança inicial — que hoje chamo de ilusão infantil “ — virou a base do meu estilo de corrida sem medo”, diz ela.
Contratempos, crescimento e o poder do coaching
Quando a Molly entrou na Notre Dame, a transição foi difícil. O ambiente era exigente, o treinamento negativo e seu desempenho caiu. Correr virou um saco. Eu quase desisti.
Tudo mudou quando um novo treinador, Matt Sparks, chegou. “Ele foi o primeiro a me dizer que onde você está agora não é onde você estará daqui a seis meses”, diz ela. Ele me deu uma mentalidade de crescimento, aquela crença de que as coisas podem mudar.
Em um ano, Molly passou de uma atleta com dificuldades nas competições nacionais a uma múltipla campeã da NCAA, estabelecendo as bases para sua carreira profissional.
Quando a paixão vira profissão
Tornar-se profissional trouxe novas pressões. “Quando a sua paixão vira o seu trabalho, tudo muda”, explica Molly. “Nem sempre é divertido — você precisa aprender quando se esforçar e quando proteger seu amor pelo esporte.”
Seus primeiros anos de carreira foram marcados por lesões e pela recuperação de um distúrbio alimentar. Mas, com paciência e persistência, ela recuperou suas forças e sua autoestima.
“As pessoas complicam demais o sucesso”, diz ela. Não é sobre ter talento — é sobre aparecer quando as coisas estão difíceis.
Tóquio: A corrida da sua vida
Poucos esperavam que a Molly ganhasse uma medalha em Tóquio. Ela só tinha corrido uma maratona antes — a dos EUA. Os testes, nos quais ela entrou “por capricho”.
“A corrida foi brutal”, ela lembra. Tava muito calor e, na metade do caminho, achei que tinha acabado. Mas eu simplesmente continuei seguindo em frente.
Na reta final, ela percebeu que estava em terceiro lugar. “Foi aí que eu me permiti acreditar nisso”, ela diz. Foi pura alegria — do tipo melhor, porque foi tão inesperado.
Essa medalha de bronze foi um momento decisivo e uma lição de humildade. Isso mostrou que, mesmo quando você duvida de si mesmo, ainda pode aparecer e fazer algo incrível.
Lesões, perspectiva e a arte de ouvir o seu corpo
Os anos depois de Tóquio não foram fáceis. Molly teve vários problemas de saúde, incluindo uma fratura na rótula que quase acabou com a carreira dela.
“Aprendi da maneira mais difícil que nem sempre dá pra ignorar a dor”, diz ela.
“Existem dores boas e dores ruins , e saber a diferença pode salvar sua carreira.”
Em Nova Iorque 2025, Molly tomou a difícil decisão de desistir da maratona no quilômetro 29, em vez de arriscar danos a longo prazo.
“Foi péssimo”, ela admite. Mas eu estava orgulhoso. Há alguns anos, eu teria corrido e quebrado alguma coisa. Agora eu sei melhor.
Fugindo dos caminhos tradicionais
Agora, Molly está começando um novo capítulo: treinando para a corrida de trilha Black Canyon 100K no Arizona.
“Acho que eu poderia ser muito boa em ultra”, ela diz com um sorriso. É a mesma emoção que senti antes da minha primeira maratona; você ainda não sabe o que é possível.
A corrida em trilha, diz ela, lhe dá liberdade: “É uma questão de aventura, não de perfeição. Não tem pressão pra correr atrás de um tempo, só a alegria de superar os limites de novo.
A lição que todo corredor pode aprender com Molly Seidel
A história da Molly mostra que a grandeza não é medida por medalhas, mas pela mentalidade.
“Você dá tudo o que tem”, diz ela. Não dá pra esperar nada disso, mas se você continuar aparecendo, algo bom vai acabar rolando.
Se você está tentando correr sua primeira maratona ou quer manter a consistência, a abordagem da Molly, que envolve curiosidade, coragem e consistência, é um modelo para a corrida e para a vida.
Ouça a conversa completa
Ouça a conversa completa de Molly Seidel com Ben e no podcast The Runna.
Ela fala sobre sua experiência em Tóquio, sua recuperação após lesões e por que todo corredor deve aceitar a imperfeição.
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